Homenagem póstuma à Michael

29 06 2009

No Mega Drive, Wacko Jacko destuiu inimigos com seus passos de dança, os mesmos que lhe renderam legiões de seguidores ao redor do mundo, porém no mundo real, diferente dos jogos, não existem conitnues, game over é game over.

Game Over Michael!





10 MELHORES MOTIVOS PRA SE COMPRAR UM PS3 (pt 9-10)

17 06 2009

As razões dadas até agora já deveriam ser suficientes pra fazer você, que não tem um Playstation 3, levantar da sua cadeira (pelo menos é onde imaginamos que você costumar ler o blog, claro, se você não for um de nós que, não, não diremos quem!), mas, se você ainda precisa de um pouco mais de persuasão, chegamos com mais um bom motivo pra se possuir o console, esse é especialmente interessante se você tem também um PSP.

Motivo 9

playtv

Interação PS3 <-> PSP

Considerando que apenas um dos concorrentes da Sony tem um handheld no mercado (o DS, da Nintendo) e sabendo que, mesmo sendo o mais vendido e amado por quase 100% dos proprietários (o n0153 – ou eu, como costumo me chamar – sendo uma das raras exceções), a interação dele com o Wii é praticamente NULA, o que seria apenas mais uma obrigação se torna um grande um grande chamariz para os produtos da Sony.

Dentre as possibilidades oferecidas para quem tem ambos PS3 e PSP, a mais interessante talvez seja a de Remote Play, que nada mais é que a possibilidade de conectar em seu PS3 utilizando o PSP onde quer que você esteja. Através do Remote Play você pode acessar seu HDD, ouvir músicas, assistir filmes, acessar dispositivos conectados via USB e é sempre interessante notar que o recurso não serve apenas para a reprodução de arquivos de mídia digital, mas que torna possível também a execução de alguns jogos de PS3 e PS1 diretamente em seu PSP, além da compra de jogos pela PSN diretamente para seu PSP.

Porém, infelizmente, até o momento, o recurso não é aplicável à todos títulos de PS3, sendo que a maioria que de fato aceita a função são jogos disponibilizados via download na PSN, embora haja a compatibilidade dessa função, sim, com alguns jogos em BD. No entanto, com relação à jogos de PS1, tanto em CD, quanto baixados via PSN Store, todos os títulos são compatíveis com o Remote Play, então sacuda a poeira de seu Battle Arena Toshinden, Krazy Ivan, Loaded! e tantos outros que até hoje não acharam o caminho da roça para a PSN e prepare-se para derramar lágrimas de nostalgia no metrô, na fila do cinema ou qualquer outro lugar que você esteja com seu PSP à mão.

Abaixo segue uma lista de todos os títulos compatíveis (até o momento) com o Remote Play:

• Aqua Vita/Aquatopia (PSN)
• Bejeweled 2 (PSN)
• Bionic Commando Rearmed (PSN /demo)
• High Stakes on the Vegas Strip: Poker Edition (PSN)
• Imabikisou (jogo BD/PSN demo)
• Lair (jogo BD)
• LEGO Batman (jogo BD)
• Life with PlayStation (PSN software)
• Mainichi Issho (PSN)
• Misato Katsuragi’s Reporting Plan (PSN)
• PixelJunk Eden (PSN/demo)
• PixelJunk Monsters (PSN/demo)
• PlayStation 1 games (Jogos em CD/demos, jogos da PSN/demos)
• PlayTV (BD software/PSN demo)
• SingStar (jogo BD)
• SingStar Vol. 2 (jogo BD)
• SingStar ABBA (jogo BD)
• VidZone (PSN software)
• Zuma (PSN)

Uma outra função interessante, que se torna possível com a interação do PS3 e PSP, é a de transformar a PS Eye em um dispositivo de segurança. Caso o usuário possua a câmera, basta iniciar um novo chat e será possível ver ao vivo o que a câmera está apontando, algo bastante útil para os paranóicos de plantão ou então pra quem desconfia que o vizinho fez uma chave de sua casa e vem jogar seu videogame depois que o dele queimou quando você viaja pra passar o fim de semana em Mongaguá.

Remote Play é uma função que ainda tem muito o que melhorar, seria excelente uma compatibilidade 100% entre os dois “consoles” e, tendo em vista que não depende de processador, é, em tese, possível… seria excelente poder jogar Killzone 2 na fila do banco enquanto officeboys babam ao seu redor. Confiamos que mesmo algum uso mais inovador (como aqueles jogos – F1 e GT5 – que usam o PSP como o retrovisor do carro…) possa aparecer, as possibilidades são incontáveis, basta colocar a cachola pra funcionar, algo que, a julgar pela E3 desse ano, vem acontecendo Chez Sony.





Top 10: Jogos que não deveriam existir! (pt4)

12 06 2009

É isso, mais uma lista chega ao fim, lágrimas foram derrubadas, tanto por risos quanto por amargura, alguns jogos foram ótimos de descrever (Big Rigs), outros foram terríveis de relembrar (R _ _ _ _ _ E E _), agora é hora de menções honrosas, como sempre, e nosso primeiro colocado, finalmente! Vamos, então, às menções:

Action Girls Racing (Wii)
Back to the Future (NES)
Castlevania 2 (NES)
Corpse Killer (Sega CD)
Daikatana (PC)
E.T. (Atari 2600)
Extreme Paintball (PC)
Fade to Black (PS1, PC)
Frogger 2 (360)
Golden Axe: Beast Rider (360, PS3)
Hotel Mario (CD-i)
Kabuki Warriors (Xbox)
Kasumi Ninja (Jaguar)
Lair (PS3)
The Lawnmower Man (SNES)
Night Trap (Sega CD)
Rock Revolution (360, PS3, Wii)
Rise of the Robots (SNES)
Sonic Unleashed (360, PS2, PS3, Wii)
Spawn: The Eternal (PS1)
Starfox: Assault (GameCube)
Stawberry Shortcake aka Moranguinho (Atari) – valeu Mumu!
Takeshi no Chōsenjō (Famicom)
Tattoo Assassins (Arcade)
Wayne’s World (NES)
White Man Can’t Jump (Sega CD)

Agora é hora de revelar o primeiro colocado, o pior “jogo” que já tivemos o desprazer de encostar as mãos, o software mais patético já produzido:

1 – Plumbers Don’t Wear Ties – (3DO)

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Todos nós já recebemos spam por email, aquelas “belas” mensagens bem intencionadas, com um belo pôr do Sol, um cachorrinho felpudo, um casal de costas à margem do Oceano ou qualquer outra imagem inspiradora que mãos ociosas resolveram compilar em um PowerPoint pensando que um arquivo de computador possa trazer paz de espírito e plenitude à vida. No entanto, quando recebemos essas mensagens, nunca retrucamos quem nos mandou porque sabemos que nos enviaram o arquivo inútil com boas intenções, algo MUITO distante da motivação que guiou os criadores malditos desse slideshow miserável chamado Plumbers Don’t Wear Ties.

Todos nós sabemos, também, que, para se produzir um PowerPoint desses, não é necessário o menor conhecimento de programação ou qualquer coisa do tipo, o que deixa claro que as pessoas por trás de Plumber Don’t Wear Ties jamais tinham deitado mãos em um PC antes porque o jogo não passa de um patético slideshow “interativo”, um spam de email transformado em “jogo” pelo qual pessoas um dia cobraram DINHEIRO em troca, denotando não apenas preguiça, falta de aptidão e ausência de um cérebro na cachola, mas também um alto nível de mesquinharia e falta de caráter, um PowerPoint feito por IDIOTAS, VENDIDO por BABACAS para OTÁRIOS jogarem.

(se encanadores não usam gravatas, o que é isso no pescoço desse idiota

(se encanadores não usam gravatas, o que é isso no pescoço desse palhaço?)

Plumbers Don’t Wear Ties (até o nome é vergonhoso) foi anunciando como um jogo em FMV (full motion video) e, pela nossa descrição até agora, vocês podem perceber que isso não passou de uma grande mentira. Para fazer justiça deve-se dizer que, sim, havia UM vídeo durante todo o jogo, na abertura: uma vagabunda falando para câmera, no entanto, o áudio é pior que filme brasileiro e o fundo é apenas um lençol esticado.

O jogo também supostamente teria uma história pornográfica, outra falácia dos produtores para tentarem capitalizar às custas dos ex-fãs de Custer’s Revenge agora procurando algo com mais conteúdo. Em Plumbers Don’t Wear Ties, o seu objetivo é fazer com que o encanador John, consiga conquistar a siliconada Jane, para quem sabe depois aplicar-lhe o Roto-Rooter, desentupindo seus dutos.

(a ""atriz"" do jogo antes e durante sua estréia no mundo dos videogames)

(a ""atriz"" do jogo antes e durante sua estréia no mundo dos videogames)

Se o jogo tivesse o menor senso de realidade, era só John chegar e oferecer qualquer 10 conto e uma passaginha, visto que a aparência de Jane dá todas as pistas de que ela deve ser uma Stripper de barzinho de sinuca Redneck situado em algum canto do Texas (hoje em dia também conhecidas como: modelo/promoter/namorada de jogador de futebol/garçonete do Hooters), e pronto, missão cumprida. Mas não, os produtores não felizes em apenas sacanear os IDIOTAS, embolsando a grana de quem foi IMBECIL o suficiente para comprar esse lixo, também quiseram torturar a todos fazendo com que fosse necessário ver vários e vários slideshows e tomar dezenas de decisões ridículas para fazer os PALHAÇOS ficarem juntos.

Por se tratar de um mero slideshow imagina-se que pelo menos um fotógrafo foi contratado pela equipe que “produziu” o “jogo”. Ledo engano meus amigos, as fotos com certeza foram tiradas por algum engraxate ou mendigo que passava pela área no momento, visto que o enquadramento é NULO e as imagens são de fazer uma TEK PIX vendida no programa do DATENA se passar por um produto de qualidade.

O que se imagina ao ver uma obra ao nível de Plumbers, é que tal “jogo” deve ter sido um elaborado e sujo plano de marketing de programadores de jogos como Shadow: War of Succession e Shaq Fu, que resolveram fazer algo tão patético que fizesse, por comparação, seus títulos anteriores parecerem algo polido e bem feito pois pelo menos algo foi programado, havia movimento e existia algum dom artístico e conhecimento técnico que ia além do MS Paint, PowerPoint, Fotografia Para Idiotas e saber operar um Meu Primeiro Gradiente.

(equipamento utilizado para a produção de Plumbers)

(equipamento utilizado para a produção de Plumbers Don't Wear Ties)

A complexidade e o nível técnico empregado para a criação e execução de Plumbers Don’t Wear Ties (sério! Encanadores Não Usam Gravatas? o que nego tava pensando?) é tamanha que, hoje, graças a uma alma caridosa ou o maior zé ruela da Terra, o jogo em sua íntegra pode ser jogado via YOUTUBE… É ISSO MESMO… VIA IUTUBIU. A expriência degradante completa pôde ser reproduzida em videozinhos com caixquinhas clicáveis… o que isso diz sobre a qualidade do material? Bem, vocês que nos digam (se tiverem a ousadia de macular suas almas com esse dejeto)!

Apenas concluindo, Plumbers Don’t Wear Ties não tem nenhum mérito, não é engraçado, não possui absolutamente nada bem feito e não passa de uma série de mentiras de um bando de picaretas que tentaram ganhar dinheiro fácil em cima de velhos masturbadores e órfãos de jogos como Custer’s Revenge e X-Man de Atari (sim, aquele onde você, um rapaz pixelizado, corre por um labirinto fugindo de tesouras em busca da preservação de seu membro). É meio até que uma decepção terminar nossa lista com algo tão demente e sem nenhum apelo como esse pedaço de mesquinharia humana transformado em “jogo”, ainda mais depois de falar de Big Rigs e toda sua graça involuntária.

Plumbers Don’t Wear Ties é um “jogo” tão ruim que não dá pra produzir nem um texto engraçado. Ele também nos irritou por ter tirado o trono de Big Rigs, mas, tendo em vista que se trata de uma experiência só comparada à eternidade em uma banheira de lava em companhia do Brizola no inferno, ele merece eternamente o título de Top 1 Jogo que Nunca Deveria Ter Sido Feito.

FIM.

Com esse “jogo” triste e infame, terminamos nosso Top 10 e, vocês sabem, logo mais tem outro… nós temos algumas idéias em mente, mas achamos que também seria legal de nossa parte, gente boa que somos, ouvir algumas sugestões de nossos leitores sobre outras listas que gostariam de ver, sendo assim, use o botãozinho de comentários aí abaixo e deixem seus pensamentos, opiniões e sugestões!

Parte 1 – 10, 9 e 8
Parte 2 – 7, 6 e 5
Parte 3 – 4, 3 e 2





Top 10: Jogos que não deveriam existir! (pt2)

10 06 2009

Dando sequência à série que nos lembra de jogos que nos sugaram um pouco da vitalidade, trazemos 3 títulos que, sem dúvida, ceifaram anos de nós, seja pelo stress causado, seja pela decepção com a vida e a humanidade, a graça momentânea de viver. Não seria surpresa se pelo menos um desses jogos tivesse motivado um jovem desiludido à cessar sua própria existência.

Às vezes, escrevendo sobre esses “jogos”, começamos com bom humor, e terminamos amargos, odiando pessoas que não conhecemos, querendo voltar no tempo pra não ter desperdiçado nossa juventude com essas tristes desculpas para ganhar trocados, mas, no final das contas, nossa experiência nas profundidades abismais dos jogos catastróficos, um dia servirá pra alguma coisa. Tem que servir.

Em certo tom triste, vamos à lista.

7 – Shaq Fu (SNES)

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Com certeza não deve haver ninguém surpreso com a inclusão deste jogo em nosso Top 10. Shaq FAIL… digo… Shaq Fu é com toda certeza um dos maiores clássicos do mundo dos abortos eletrônicos, uma verdadeira abominação que nos faz pensar apenas em uma coisa: O QUE TINHAM NA CABEÇA?

A história deste “jogo” é com certeza a mais boçal de todos que serão apresentados nesta lista, nada se compara. Me leva a imaginar a hipótese de que a Delphine Software estaria contratando crianças sob o efeito de LSD para serem roteiristas.

Para quem acha que estou exagerando, aí vai a história:

Nosso herói, Shaquille O’Neal se encontra em Tóquio, andando por aí numa boa antes de um jogo de caridade e acaba entrando em um dojo de Kung-Fu, apenas por curiosidade. Lá ele encontra um tiozinho ao maior estilo monge de filme da sessão Kung-Fu da Bandeirantes, e ele manda a real para o Shaq… O jovem garoto Nezu foi seqüestrado pela múmia Sett-Ra, claro que isso em outra dimensão. Shaq então é a única esperança de salvar o fedelho, e lógico, irá arriscar a sua VIDA nesta outra dimensão.

Ok, faz tanto sentido quanto criar um jogo chamado Pelé’s Exciting Truck Racing ’98 ou um FPS estrelando o Sérgio Mallandro como personagem principal.

O jogo faz jus a história e também é uma pilha enorme de esterco. Os personagens são ridículos e obviamente, viajadíssimos. Os controles são um dos piores já vistos na face da terra, parece que os produtores nunca botaram as mãos em um jogo de luta na vida. Pular é um sofrimento, você não tem controle algum e nunca sabe aonde irá cair. Soltar especiais é fora de questão, não existe um timing fixo para a execução dos movimentos e a única maneira de acertar algumas porradinhas nos adversários é apelar para os básicos socos e chutes.

Os modos de jogo apresentados também são sofríveis e no story mode, você só pode jogar com o xaropão do O’Neal, e tem que ficar andando pra lá e pra cá num mapinha vagabundo. Em cada lugar visitado, rola uma lutinha impossível de vencer.

Em relação aos gráficos e animações, tenho que dar o braço a torcer pois são passáveis. Os gráficos são bem coloridos e mesmo não sendo os melhores, são até que bonitinhos. As animações como é de praxe da Delphine, são muito bem executadas (quem jogou flashback e Out of This World sabe). Fica meio claro aí que foi o único aspecto em que resolveram trabalhar direito no jogo.

No quesito som, mais porcaria. Os efeitos sonoros são totalmente inspirados em filminhos vagabundos de Kung-Fu e as vozes do Shaq fazem com que ele pareça ainda mais um idiota. As músicas não têm NADA a ver com um jogo de luta, mas ainda assim é melhor do que se colocassem os raps que o O’Neal gravou como trilha sonora.

Tendo em vista o monte de LIXO que esse cara produziu, tanto na indústria fonográfica, quanto no cinema (Kazaam e Steel são piadas eternas) e com esse jogo, fica claro que Shaquille O’Neal merecia ser preso e condenado a pena de morte via empalamento pela tentativa de deturpar a sociedade com suas atrocidades.

Apenas para concluir, gostaria de citar a existência do site shaqfu.com um projeto onde buscam comprar todas as cópias existentes do jogo e em seguida destruí-las, buscando assim libertar-nos deste mal. Pelo menos ainda existem pessoas com boas intenções no mundo…


06 – Rocekteer (SNES)

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Castlevania, Ninja Gaiden, Magician Lord, Contra, Ghost n Goblins, Mario, Space Invaders, Street Fighter 2, Battletoads, Lagoon, Truxton, Tekken… são todos jogos que, em um momento ou outro, marcaram a minha vida positivamente. No entanto, não sou capaz de me lembrar a primeira vez que os joguei. Fazem parte da minha história como algo que sempre esteve lá. Apesar de terem tomado anos da minha vida em troca de diversão, memórias e histórias, eu não me lembro de quando comprei nenhum desses jogos, mas eu me lembro como se fosse hoje o dia que adquiri Rocketeer.

Eu tinha 14 anos, era 1992, meu círculo de amizades regidas pelo videogame se resumia à dois caras, dois dos melhores amigos que já tive. Quando chegava o fim de semana, íamos todos pra minha casa, acampávamos na sala de videogame e só saíamos para eventual ida ao banheiro, excursões à geladeira ou fugir da inevitável flatulência pré-adolescente seguida de gargalhadas. Num desses fim de semana aguardávamos ansiosos a chegada de um novo jogo. Digo aguardávamos pois eu morava numa cidadezinha do interior, a única forma de conseguir jogos era a seguinte: ir à banca, comprar uma revista sobre videogames, escolher uma loja, fazer um interurbano, encomendar, pagar e esperar o sedex, que, às vezes, demorava quase 20 dias. Era sofrível. Mas, voltando ao Rocketeer… calhou dele chegar em um sábado, na sexta havíamos todos dormido na minha casa à espera ansiosa da manhã do dia seguinte!

A manhã chegou, o carteiro chamou, Rocketeer estava entre nós. Mal sabíamos que a alegria duraria tão pouco tempo. A caixa do jogo era bonita, ele era inspirado em um filme que tinha nos empolgado, as fotos atrás eram interessantes, não haveria como nos decepcionar, certo? Errado.

À primeira jogada, Rocketeer se revelou extremamente, EXTREMAMENTE difícil, entretanto, dificuldade nunca havia sido problema pra nenhum de nós, éramos fanáticos por Ninja Gaiden, afinal! Só que, quando um jogo é difícil, ele DEVE ser recompensador, algo que Rocketeer passa longe, muito longe, anos luz, de ser.

A primeira tela consistia em uma corrida de avião. Você deveria vencer seus oponentes numa corridinha safada de 10 voltas e, acreditem, devido aos controles PATÉTICOS e colisões ridículas, essa era uma tarefa muito mais fácil de falar do que de fazer. Passamos, tranquilamente, algumas horas enfadonhas tentando vencer essa PRIMEIRA corrida acreditando que, em seguida, veríamos algo que faria valer a pena essa labuta desqualificada. Após muita frustração, por sorte, vencemos as 10 primeiras voltas. Festejamos, esperamos a próxima tela, ela veio e trouxe com ela surpresa e frustração. Nada de um herói com um jato nas costas pronto pra dizimar nazistas… qual o que! A próxima tela consistia em, nada mais nada menos, outra corrida de avião, 15 voltas dessa vez e ainda mais difícil o que era extremamente agoniante… e você pensava: venci uma já, peguei o jeito, essa vai fácil… HA! Horas iam embora, nosso sábado se transformou em uma luta contra um software fuleiro, a diversão escorria do nosso corpo junto do suor do sofrimento trazido por Rocketeer!

(depois desse joguinho abominável, essa é a única forma que Rocketeer conseguiu mulher!)

(depois desse joguinho abominável, essa é a única forma que Rocketeer conseguiu mulher!)

Enfim, encurtando o nosso sofrimento (e o do leitor), digamos que vencemos de primeira a corrida (mentira!) e, tão logo cruzamos a linha de chegada, renasceram os sonhos de que, agora sim, iríamos nos divertir. Tsc tsc tsc… A terceira tela trazia o agora odiável Rocketeer de costas, com um revolverzinho safado nas mãos atirando em vagabundos à sua frente, em algo que pode ser descrito como Duck Hunt Level… porém, mais uma vez, a dificuldade era desumana o que fazia parecer que você era o patinho a ser abatido. Enquanto você tentava matar um inimigo, via a barrinha azul do sangue de Cliff (nome que aprendi a odiar) diminuindo, palavrões voavam pela sala toda vez que morríamos. Eventualmente, já entregando os pontos, passamos a tela, já resignados, nem mesmo que entrássemos no jogo à la Tron a tranqueira melhoraria, mas o que vinha em seguida era desolador. Outra corrida. Sim. Só que dessa vez era você, Cliff, de foguetinho nas costas, contra os Teco-Tecos ordinários, o que transformava a tarefa em algo mais simples, porém nem um pouco recompensadora já que a próxima tela, vocês podem adivinhar, trazia Cliff MAIS UMA VEZ de costas tomando bala por todos os lados com a cereja em cima em forma de um desafio massacrante ao fim da tela.

Recapitulando então, as primeiras horas (que se tornaram dias porque o sábado, como qualquer outro dia, tem apenas 24 horas) desgastantes do jogo se dividiram da seguinte forma:

Corridinha ordinária impossível de 10 voltas > Corridinha ordinária impossível de 15 voltas > Rocketeer Duck Hunt impossível > Corridinha ordinária de foguetinho de 10 voltas > Rocketeer Duck Hunt impossível + desafio ladrão.

Só depois de todo esse sofrimento, com veias vermelhas saltando nos olhos, horas e dias da vida desperdiçados e apenas 2 frames de animação para o personagem principal é que você teria uma tela em que poderia voar, atirar e matar inimigos. Porém, ah, sempre o porém!, a tela era TÃO difícil que apenas otários (nós) seguiriam em frente… e nós seguimos… Uma a uma, vencemos todas as telas, superamos a dificuldade massacrante do jogo, vimos, ao todo, uns 10 frames de animação, perdemos uma fatia considerável da nossa alegria de viver, mas zeramos o que agora só podemos chamar de desgraça, o que nos fez pensar: será que somos tão idiotas que perderíamos tempo pra zerar qualquer lixo que nos vendessem? Porque, honestamente, Rocketeer é pior que qualquer jogo em Flash na internet, não tem valor ALGUM… você sofria, morria, xingava, passava telas contando com a sorte para, no final, ver um finzinho MEDÍOCRE que te fazia ter vergonha de você mesmo (talvez, considerando a dificuldade MASSACRANTE do jogo, o final só seja tão ofensivo quanto o de Separation Anxiety – e quem jogou esse último sabe do que estou falando).

Rocketeer não deveria existir. O jogo é tão ruim que me faz questionar o valor da vida daqueles responsáveis pela criação do jogo e, não, não é exagero, esse jogo me marcou, basta ver que, como dito, eu não me lembro de quando comprei grande parte dos jogos que lembro com o maior carinho possível, mas lembro como se fosse ontem do sábado de Sol que Rocketeer roubou da minha vida.

Eu nunca mais fui o mesmo.


5 – Street Fighter: The Movie

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Ahhh os bons e velhos jogos baseados em filmes… Uma fórmula que costumeiramente traz resultados repugnantes, até mesmo quando se inspiram em sucessos da telona.

Iron Man, Blues Brothers, Ghostbusters II, E.T, Predator, Waterworld, Esqueceram de mim 1 e 2, De volta para o futuro, todos esses e muitos outros sofreram deste mal crônico que sempre assolou nossa cultura de bons jogadores. Não importa a época, não importa o gênero, o caminho cinema -> console tem em 99% das vezes o mesmo resultado, o fracasso, a vergonha, e milhares de criancinhas traumatizadas com seus heróis, histórias e sonhos deturpados em puro lixo eletrônico.

A recíproca também sempre foi verdadeira, e filmes baseados em jogos, em sua grande maioria, inevitavelmente foram visitantes assíduos às catacumbas do EPIC FAIL (sim Uwe, estamos falando com você!).

A série Street Fighter, sinônimo total de sucesso e qualidade, infelizmente sofreu AMBOS com estes fenômenos. Após o grande frenesi causado por Street Fighter 2 no início dos anos 90, os estúdios de cinema também quiseram faturar uma graninha em cima da Street Mania e lançaram uma das maiores atrocidades da história do cinema.

Street Fighter, o filme, já começava pecando da maneira mais abominável possível ao ter como protagonista não Ryu, mas sim Guile, interpretado por ninguém menos do que o cara que encoxou a Gretchen no Domingo Legal e teve uma ereção ao vivo em rede nacional, para o deleite do senhor Gugu Liberato. Sim, estamos falando de Van Damme.

O resto do filme foi um show de má atuação, um enredo quem em nada se assemelhava à história do jogo e uma série de palhaçadas que fizeram com que Street Fighter, o filme, seja motivo de piadas até hoje. E claro, a maior mancha na história da série Street Fighter… até aquele momento.

Não contentes com a monstruosidade produzida em película e por terem matado Raul Julia de desgosto, os facínoras resolveram avacalhar ainda mais e tiveram a brilhante idéia de fazer um jogo baseado no pior filme do mundo.

E assim nasceu Street Fighter: The Movie, essa sim, a maior mancha da história da série.

Logo em sua abertura, trechos do filme são mostrados, já botando o jogador no clima ideal para se vomitar antes mesmo do jogo começar. Ao se apertar Start, damos de cara com a tela de seleção de personagens, onde é possível perceber que todo o cast do filme foi digitalizado para o jogo. Excelente, combates com atores sem competência até mesmo para fazer um episódio de Luz Clarita se degladiando em um jogo da série Street Fighter.

As animações tem cerca de uns 4 frames por segundo e os controles são sofríveis, ao menos mantiveram os mesmos comandos para os golpes especiais, mas, destes, os que são necessários carregar para trás ou para baixo, são praticamente impossíveis de se executar, o que torna personagens como o Encoxador de Véia completamente inúteis.

Os fundos de tela parecem GIF’s animados gigantes, são uns backgrounds horríveis com umas 2 ou 3 luzinhas piscando ao fundo, praticamente sem movimento algum e com uns 3 frames diferentes no máximo.

As músicas não lembram nem de longe os temas clássicos que marcaram nossas vidas. Já as vozes são simplesmente hilárias, não conseguiram acertar o nome de um golpe ou de um lutador sequer. Assim como em Superman 64 devem ter usado mendigos viciados em crack para as dublagens pelo preço de um pão com margarina.

Resumidamente, tudo aqui fede. Não existem pontos positivos e conseguiram lançar um jogo com o nome de Street Fighter que consegue ser pior do que Shaq Fu e parece um clone de Mortal Kombat pioradíssimo. Eu duvido que os responsáveis desse jogo consigam botar a cabeça no travesseiro e dormir tranquilamente sabendo que produziram esse lixo, mesmo após todos esses anos.

Com isso, encerramos a segunda parte de nosso Top 10. Será que aguentaremos até o fim? Vocês nem imaginam o que vem pela frente… pelo menos, na próxima parte, risadas são garantidas. E, depois da experiência de lembrar dessas belezinhas, Deus sabe que precisamos alguma coisa que nos faça sorrir.





Top 10: Jogos que não deveriam existir!

9 06 2009

Videogames e jogos eletrônicos em geral foram inventados com uma coisa em mente: faturar alguns trocados em troca de diversão. Nesses mais de 30 anos do negócio, analisando o ponto onde ele está hoje, pode-se dizer que foi uma aposta acertada. Ninguem poderia jamais imaginar que jogos eletrônicos se tornariam algo tão importante na nossa cultura, impregnando até mesmo o cinema, fazendo com que o caminho que antes era Cinema -> Jogos se invertesse e hoje não é nenhuma surpresa o caminho inverso, Jogos -> Cinema.

Porém, ao logo dessas décadas que nos trazem até os dias de hoje, houveram algumas aventuras não tão bem sucedidads. Alguns jogos que derramaram seu sangue em nome de um bem maior, grandes atrocidades em forma de pixels, polígonos e atores digitalizados.

Veja bem, é normal, durante a evolução de qualquer coisa, alguns segredos sujos varridos pra baixo do carpete, esqueletos no armário e todos tem brincadeiras embaraçosas da sua infância que seriam difíceis de explicar hoje (e, não, não estamos falando de vocês que tinham mais intimidade com os coleguinhas do que a maioria das crianças normais). Porém, no caso dos videogames, alguns jogos vieram à existência que são o equivalente eletrônico à coisas como atropelamento e fuga, jogos que deveriam ser abominados, proibidos ou, na melhor das hipóteses, utilizados como forma de tortura.

(porque nem todos os jogos tem personagens... interessantes...)

(porque nem todos os jogos tem personagens... interessantes...)

No entanto, incrivelmente, em um momento ou outro das nossas vidas de jogadores, nós nos forçamos a jogar um ou outro (pra não dizer vários) desses abortos eletrônicos por simples e pura opção. Começamos a jogar um desses “jogos” e nos forçamos a zerar porque temos que superar a máquina a qualquer custo! Pelo menos fica a esperança que nosso sacrifício não tenha sido em vão, esperamos carregar agora em nossos códigos genéticos a sabedoria maior de julgar um jogo atroz apenas olhando para a capa e, numa forma de consciente coletivo, tenhamos armazenado informações valiosas para developers no futuro jamais cometerem o mesmo erro.

Embora tudo isso seja apenas pensamento positivo, uma coisa boa pelo menos saiu de nosso sacrifício, e essa coisa vem a ser nossa lista de Top 10 jogos que jamais deveriam ter sido feitos!

Nenhum sacríficio é em vão! Vamos à ela!

10 – Custer’s Revenge (Atari)

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Abrindo nossa lista temos um jogo onde o carimbo de FAIL é estampado logo de cara, pois se trata de um jogo pornô para Atari 2600, um gênero que bizarramente foi até bastante explorado no console.

Custer’s Revenge foi produzido em 1982 e leva o grande e espetacular mérito de ter inaugurado a lista de títulos pornográficos do console da Atari, afinal, nada como um monte de pixels para excitar os mais desesperados tiozões que buscavam curtir a vida adoidados nos anos 80 antes do advento sagrado para os solitários chamado Internet.

Incrivelmente o fato de trazer este título ao top 10 não se dá por se tratar de um jogo com a finalidade de fazer o jogador apontar o lápis, debulhar a espiga ou zarpar o aerotrem… Mas sim por ter como meta, manter relações sexuais com uma índia amarrada a um poste.

Sim, estamos aí frente a frente com um jogo muito mais polêmico do que qualquer GTA ou Carmageddon, pois é um incentivo direto ao estupro e ao racismo. Em Custer’s Revenge nosso herói, ou melhor, anti-herói, o General Custer deve ser guiado pelo cenário sem calças com sua perceptível ereção, desviando de flechas, com o objetivo de chegar ao outro lado da tela e mandar bronca numa índia indefesa amarrada.

Nem é preciso dizer que o tal joguinho causou revolta generalizada nas mulheres e em grupos de nativos americanos, fazendo com que fosse banido em vários locais e com muitas lojas se recusando a vende-lo. As poucas lojas que ainda continuaram a comercializar o infame jogo, tiveram que esconde-lo atrás do balcão, longe da vista dos clientes.

Hoje em dia seria loucura imaginar um jogo como este sendo lançado e vendido, mas nos anos 80 muita coisa louca rolou por todos os cantos do mundo, tanto na indústria dos jogos quanto na cinematográfica, como aqui no Brasil, onde tivemos “clássicos” como Alucinações Sexuais de um Macaco (estrelando o anão chumbinho, sem esquecer de o Pistoleiro Papaco, outro clássico)… Talvez visando essa mentalidade sem noção da década de 80 seja possível compreender como um jogo como esse, com roteiro de pornochanchada, tenha sido lançado e inspirando fantasias nem um pouco inocentes e aventuras ilícitas com seus joysticks nos jogadores indefesos.

9 – Predator – (NES)

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Ahh, a lembrança de meu primeiro videogame! Momentos sagrados, como quando eu ganhei meu primeiro carrinho de controle remoto, o Pegasus. Lembro do Telejogo do meu tio, do meu primeiro Atari e jogos que ajudaram a moldar (deformar) a pessoa que sou hoje.

E, no meio disso tudo, lembro de Predator (que chamaremos aqui de Predador mesmo). Predador foi um dos primeiros jogos que comprei pro meu Phantom System, antes mesmo de ter meu primeiro NES. Lembro os jogos que tinha: Baby Boomer, Super Pitfall, Captain Comic e… Predador. Veja bem, qualquer criança nos anos 80 era fã de algumas coisas: De Volta Para o Futuro, Férias Frustradas, Comando Delta e Predador. Incrível como todos desses que viraram jogos acabaram como lixo absoluto, manchas na jovem história da diversão eletrônica, motivo de vergonha e embaraço para seus desenvolvedores que, certamente, permanecem virgens até hoje, juntos do Arakem (ah, maldições da década de 80!).

Falando do jogo, bem, é díficil achar algo que não seja completamente idiota, mal feito e irritante sobre Predador, talvez a música seja o único aspecto não infame da aventura amazônica de Schwarzenegger para o NES. Enfim, começando o jogo, surpresa! Sua versão eletrônica de Arnold usa um macacão rosa. Por que diabos alguém usaria um macacão rosa à serviço do exército americano indo se embrenhar na selva amazônica para derrotar um caçador interestelar? Fácil uma das perguntas mais difíceis de se responder já feitas, mas ela piora. Além do macacão Queer Eye, você não tem arma, tem que enfrentar seus inimigos na base do soco. Não que não tenha armas no jogo, você encontra pela tela granadas, metralhadoras e coisas do tipo, que duram apenas até você passar para a próxima fase, mas a questão é: por que? Por que não ter nem que seja um 32 ou um estilingue?

Enfim, a jogabilidade é bastante tosca, simples e você só vai conseguir morrer se fizer questão ou se cair muito sem querer em um buraco. De resto, você pode correr pela tela em seu speedrun cego atropelando inimigos que passará de fase e, quando isso acontece, você volta com sua energia inteira, o que te permite, de novo, sair correndo como um idiota e passar de tela. Volta e meia, ao fim de uma fase, você encontra um Predador que deve derrotar, no entanto, a criatura se comporta muito mais como um acrobata mongoloide do que como um caçador implacável, ele dá piruetinhas e leva chumbo sem maior resistência, morrendo depois de algumas piruetas e, geralmente sem nem tirar seu sangue. Toda essa viagem espacial pra isso?

Entre algumas telas você encontrará pela frente um tipo diferente de jogo chamado Big Mode. Seu Schwarzenegger fica grande, não obedece a gravidade e combate bolhas de sabão. Falando das bolhas de sabão chegamos à um ponto interessante do jogo, os inimigos. Como dito, no Big Mode você enfrenta bolas de sabão e, por mais terríveis que elas possam ser, talvez não sejam tão assustadoras quanto as borboletas. Ou o smiley bizarro. Ou então o escorpião radioativo. O jogo é um festival interplanetário de LAME. É inacreditável como conseguiram transformar um dos monstros mais interessantes e temidos do cinema em um imbecil saltitante. Como transformaram Arnold, o Conan, o Exterminador do Futuro, em um bonequinho imbecil de macacão rosa?

Me lembro de ter investido boas horas nessa porcaria incrível sem mesmo me divertir porque não tinha muita opção já que, dos quatro jogos que eu tinha, um era mega difícil, o outro era um bebê de fraldas e o terceiro tão tenebroso quanto esse e ainda mais difícil. Em nome de tudo que é sagrado, eu rogo que os criadores de Predador jamais tenham feito outro jogo na vida, que eles se mantenham longe da imaginação de crianças e jovens em geral, que eles usem macacões rosa pro resto da vida, pois, só assim Arnold Schwarzenegger estará vingado!

8 – Superman 64 (Nintendo 64)

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Criado em 1938, Superman não exige nenhuma introdução, provavelmente é o super-herói mais famoso a se aventurar pelas histórias em quadrinhos, desenhos animados e telas de cinema, sempre combatendo e vencendo o mal e protegendo a cidade de Metropolis com excelência impar.

No entanto em 1999 nosso herói sofreu um golpe muito pior do que ser preso em um sarcófago de criptonita. Esse golpe se chama Superman 64, um jogo que alguns dizem ter sido produzido pela softhouse francesa Titus, mas em minha opinião foi feito por Lex Luthor nos fundos de uma clínica de aborto. Apenas isso explicaria o nível de ultraje causado por este jogo.

A história já começa sofrível, Lex Luthor, cria uma versão virtual de Metropolis e aprisiona nela Lois Lane, Jimmy Olsen e o professor Emil Hamilton. Para salva-los, Superman deverá… Bem, eu me sinto até constrangido em falar isso, mas… ele deverá voar por dentro de anéis espalhados pelo céu da cidade e destruir carros. Além disso terá de resolver alguns Puzzles tão bem elaborados quanto as tarefas já citadas.

Não contentes com as tarefas ridículas que os desenvolvedores tiveram a cara de pau de colocar no jogo, vale a pena ressaltar a dificuldade RETARDADA para se completar isso tudo. Para qualquer coisa que você vá fazer nesse jogo, há um limite de tempo MUITO restrito.

Os controles seguem o clima do jogo e são PURO lixo, acredito que o Superman neste jogo estava com uma calça jeans por baixo da sua fantasia de super-herói, os movimentos são duros e nosso herói parece um toco de madeira azul e vermelho. Além disso em vários momentos você não terá resposta alguma dos comandos ao apertar algum botão. Sério, lendo isso parece ruim? Pois bem, jogar Superman 64 sem ter um ataque de nervos e destruir tudo ao seu redor é tarefa árdua até mesmo para Mahatma Ghandi.

O som do jogo é algo fora do comum também, claro, no pior sentido possível. A qualidade da trilha sonora seria digna de vômito até mesmo para um jogo de SNES, as musicas são curtíssimas e ficam em um loop irritante. Já as vozes, bem vou só citar um fato, durante o jogo a voz do Superman muda… Provavelmente o primeiro dublador não aguentou ver aonde ele estava colocando sua voz e pediu as contas, e como esperavam que ninguém fosse jogar além da primeira fase, chamaram algum mendigo para terminar as gravações pelo preço de uma coxinha e um refrigerante Convenção.

Sinceramente, sei bem porque o n0153 implorou para que eu fizesse o review dessa porcaria. Após lembrar desse jogo para que pudesse escrever este texto, juro que senti um misto de nojo e raiva, e é simplesmente esse o sentimento de quem joga Superman 64. Não é a toa que foi considerado pelo Guinness Book como o pior jogo de super-herói já feito na história.

Esperamos que vocês não tenham tido o desprazer de jogar nenhum desses jogos, mas, caso você també tenha sofrido com esses desperdícios de matéria prima, clique no botão abaixo e faça seus comentários!





Top 10: Jogos que mereciam remake! (pt4)

8 06 2009

Finalmente, mais uma lista chega ao fim. Talvez, mais do que a anterior, essa tenha despertado maior vontade de jogar novamente os títulos mencionados, tanto na gente, que escreveu, quanto em quem leu (julgo pelos comentários – principalmente na Wiibr!). Star Control 2, que entrou de última hora no lugar de Battletoads, deixou muitas saudades, Road Rash foi inesquecível pra todo mundo que jogou, seja brigando em família pelo controle ou ensaiando com sua banda imaginária ouvindo a trilha sonora.

Ainda assim, como sempre, ainda outros títulos ficaram de fora, deixando até mesmo a gente, que fez a escolha, chateados, então, como de costume, vamos começar o último post pelas menções honrosas antes de entregar o ouro pra todos os leitores curiosos!

Menções honrosas:

Actraiser 1 (SNES)
Alex Kidd in the Miracle World (Master System)
Alien vs Predator (Jaguar)
Battletoads (NES)
California Games (Master System)
Demon’s Crest (SNES)
Equinox (SNES)
Kid Chameleon (Mega Drive)
Pitfall! (Atari)
River City Ransom (NES)
Shatterhand (SNES)
Shinobi (Mega Drive)
Skate or Die (NES)
Smash TV (NES)
Solstice (NES)
Strider (Mega Drive)
Sunset Riders (SNES)
Trojan (Arcade)
X-com: Enemy Unknown (PC)
Zone of Enders: The Second Runner (Playstation 2)

Bom, com isso fora do caminho, sobra agora anunciar nosso primeiro lugar, que é:

1 – Policenauts (PC 98, Saturn, 3DO, Playstation 1)

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E aí está o vencedor deste nosso Top 10. Acreditem se quiser, mas a escolha deste jogo foi bastante fácil, não houve muita discussão entre eu e n0153 para que decretassemos Policenauts como o jogo que mais merece um remake, e as razões para isso são inúmeras.

Escrito e dirigido por ninguém menos que Hideo Kojima, foi lançado em 1994 inicialmente para o computador PC-9821 da NEC, tendo sido lançado posteriormente para 3DO, Playstation e Saturn. Divulgado na época de seu lançamento como a continuação de Snatcher, Policenauts trás um estilo de jogo bastante semelhante ao seu antecessor, sendo um adventure com uma interface point and click, onde é possivel analisar os objetos e ambientes e interagir com os personagens. Existem também cenas de ação bastante parecidas com as de tiro que ocorrem em Snatcher, estas porém, foram remodeladas e muito melhor executadas.

A história, como já poderia se esperar de Kojima, é excelente. Tudo começa no ano de 2010 onde a raça humana acaba de construir sua primeira colonia espacial, Beyond Coast. Com o crescimento da colonia é necessaria uma força policial para realizar a proteção da mesma. Para isso são selecionados 5 policiais da terra; Gatse Becker, Joseph Tokugawa, Salvatore Toscanini, Ed Brown e Johnatan Ingram e assim nascem os Policenauts. Em um procedimento de rotina, Johnatan encontra alguns problemas com seu traje espacial e em um acidente bizarro é perdido no espaço e dado como morto. Milagrosamente 25 anos depois ele é encontrado com sua aparência física inalterada, aparentando ter os mesmos 28 anos, mesmo agora com 55.

Após voltar a vida, Johnatan, agora com fobia do espaço, leva uma vida normal na terra e trabalha como investigador. Um dia recebe uma visita inusitada de uma potencial cliente, Lorraine, sua ex-mulher, hoje casada com outro homem e com uma filha. Ela pede a Johnatan que a ajude com o caso do sumiço de seu marido, pedido o qual é recusado. Ao tentar deixar o local, o carro de Lorraine explode, e Johnatan sem sucesso tenta perseguir o suspeito. Após voltar ao local do crime, Lorraine pede novamente para que ele encontre seu marido e cuide de sua filha Karen. Então, decidido a realizar seu último desejo, ele volta a Beyond Coast, e assim a aventura começa.

Os gráficos assim como em Snatcher, são todos desenhados a mão em estilo Anime, porém a qualidade é infinitamente superior, com destaque principal as animações, sendo que muitas são em Full Motion Video, e podem acreditar, não há sequer uma cena ruim no jogo inteiro. Como já é de praxe nos jogos de Kojima, a história e seu desenrolar, como sempre, são bastante complexos, os temas são bastante variados e há muita profundidade nos assuntos abordados. Os detalhes neste jogo são tantos que em uma única gameplay é impossível ter acesso a tudo o que o jogo oferece e a sensação de imersão é tanta, que
As vezes te faz pensar que todo aquele universo realmente existe.

A construção dos personagens também é fabulosa, e é possível perceber personalidades bem marcantes em cada um deles, o trabalho de dublagem de vozes também é muito bem executado, assim como em todos os jogos dirigidos por Kojima, o compromisso com a qualidade é sempre altíssimo. Policenauts aliás, é considerado pelo próprio Hideo como seu melhor trabalho já feito até hoje, e visto o nível de exigência e comprometimento dele com seus títulos é de se imaginar a qualidade deste jogo.

Com tantas qualidades, é quase impossível imaginar o por que de um jogo como Policenauts merecer um remake, visto que este é um jogo praticamente perfeito em sua proposta. Pois bem, há apenas um simples fato a se esclarecer… O jogo nunca foi lançado fora do japão e não possui tradução em outra língua, apesar de uma versão americana do jogo ter sido anúnciada para o Saturn em 96, porém esta foi cancelada. Sim, é possível jogar sem ter conhecimento da língua japonesa, é possível até mesmo terminar o jogo sem muitos problemas, mas convenhamos… Terminar um jogo de Hideo Kojima, sem saber as nuances da história e sem ter total entendimento da trama é no mínimo um pecado.

Os pedidos dos fãs ocidentais para o lançamento de uma versão em inglês para a Konami são muitos, e até hoje nunca foram ouvidos, mas o interesse pelo jogo e a qualidade do mesmo é tanta, que um grupo de fãs está desde 2002 trabalhando na tradução do jogo para disponibiliza-lo a todos os que até hoje não tiveram a oportunidade de jogar ou então de entende-lo completamente. O não lançamento de uma versão oficial do jogo nos Estados Unidos é incompreensível e até hoje nunca houve um motivo concreto para a versão de Saturn ter sido cancelada. Alguns alegam que as baixas vendas da versão americana de Snatcher para o Sega CD colaboraram para que Policenauts não fosse lançado no ocidente, mas o fato dos 2 primeiros Metal Gears nunca terem sido lançados fora do japão até 2003 vai contra essa hipótese. E até Snatcher, um jogo de 88, teve suas versões americana e européia lançadas apenas em 94 e sem a participação de Kojima no processo.

Produzida oficialmente ou não pela Konami, Policenauts merece mais do que qualquer jogo não necessariamente um remake, mas pelo menos uma versão em que seja possível a todos terem acesso à obra que o próprio mestre Kojima intitula como seu melhor trabalho.

Bom, este é o fim de mais uma lista! Mas não fiquem tristes, no fim de semana que vem estaremos de volta com a próxima, que listará os TOP 10 JOGOS QUE NUNCA DEVERIAM TER SIDO FEITOS!

P.S.: Abaixo, as outras partes da lista.

Parte 1 – 10, 9 e 8
Parte 2 – 7, 6 e 5
Parte 3 – 4, 3 e 2





Top 10: Jogos que mereciam remake! (pt3)

7 06 2009

Mais uma lista vai chegando ao fim e, como previsto, houve controvérsia, críticas e sugestões. Houve também uma mudança de última hora que, certamente, será também bastante controversa. Bom, deixemos de conversa e vamos ao que interessa:

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4 – Comix Zone (Mega Drive)

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Bem, estamos agora falando a respeito de um jogo que assim como Rock n’ Roll Racing, com certeza causa ainda muitas boas lembranças em todos que tiveram oportunidade de jogá-lo.

Comix Zone é um título que do começo ao fim esbanja originalidade em todos os aspectos. Veja bem, temos aqui um jogo no qual o personagem principal, Sketch Turner, é um cartunista e músico nas horas vagas, o típico artista passa-fome, e que tem como companheiro um rato de estimação chamado Roadkill… Maiores apresentações se tornam desnecessárias.

A história tambêm é bem inusitada, numa noite de tempestade, Sketch está fazendo seus quadrinhos, quando um raio cai próximo a seu apartamento e acaba fazendo com que o vilão da história, Mortus, consiga fugir das páginas do gibi e colocar Sketch em seu lugar. Com isso, o vilão pretende destruir Sketch para poder enfim se libertar.

O legal do jogo é que ele realmente se ambienta em uma história em quadrinhos, e as fases são as páginas e os quadros, os quais Sketch tem de lutar para avançar. As falas e pensamentos dos personagens se dão por meio de balõezinhos e é possível inclusive rasgar pedaços do fundo da tela para fazer aviõezinhos de papel e jogar nos inimigos.

Visualmente, o jogo é fantástico, gráficos maravilhosos que combinam perfeitamente com a proposta do jogo. Inclusive os gráficos foram todos feitos por vários desenhistas de histórias em quadrinho. Um toque legal também é que varias vezes durante o jogo a mão de Mortus aparece com um lápis, desenhando novos perigos para atrapalhar a jornada de Sketch.

Pois temos aí um jogo com uma grande história, com belos gráficos que conseguem te colocar no clima da história perfeitamente, um excelente desafio e muita diversão. Além disso, vale lembrar que existe mais de um final no jogo, o que aumenta a durabilidade do título.

Hoje em dia existem milhares de versões lançadas do jogo para diversas plataformas, mas, mais uma vez, é impossível entender como até hoje não fizeram um novo título para a série, sendo que com a tecnologia atual seria possível produzir um jogo memorável. Imaginem as possibilidades do uso de filtros gráficos para simular nanquim e os traços, as possibilidades de interação com o cenário, e várias outras coisas que poderiam ser feitas.

Comix Zone não só tem potêncial para ter uma continuação ou um remake de extrema qualidade e aceitação, como tem total merecimento disso, visto a qualidade do título e quantidade de fãs que o jogo possui.

3 – Road Rash (3DO)

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O 3DO, notoriamente, tinha muita tranqueira, mas as poucas pérolas que o videogame teve valem muito. Não é muito segredo, pra quem acompanha nosso blog, que sempre se lembra do console da Panasonic com carinho por aqui, muitos não concordam, mas ninguém discorda que Road Rash no 3DO é um dos jogos de corrida mais fantásticos em qualquer console até hoje!

Road Rash conseguiu um milagre que nem mesmo o Wii, com seu conceito casual e para toda família, conseguiu, ele uniu gerações em frente uma tela, ele acabou com preconceitos, ele foi um marco não apenas dos jogos de corrida, mas pra todo mundo que teve chance de jogá-lo. Road Rash fez minha irmã, que ignora completamente a existência de videogames no mundo, disputar a tapa comigo o controle do 3DO. Fez meu pai, que, durante toda sua vida, só gostou de River Raid, querer chegar em casa e tomar o videogame de mim pra ficar horas correndo pra lá e pra cá, xingando e se divertindo. Fez o idiota ex namorado da minha irmã na época querer comprar um videogame apenas para poder jogar Road Rash na sua própria casa. Enfim, o jogo conseguiu agradar mesmo os maiores apreciadores de videogame, com sua jogabilidade rápida, violenta e cada vez mais difícil, e também os “não crentes”, pois oferecia uma curva de aprendizagem bem suave e, quando você menos percebia, você já estava sabendo tudo sobre as Ratbikes, odiando a Cydney e quebrando maxilares com Axle.

Road Rash misturava corrida em alta velocidade com porradaria, você podendo massagear a gengiva de seus oponentes com um pé de cabra no lugar de simplesmente ultrapassá-los e tendo que ficar espero pra, do nada, não levar um pescoção à 200km/h que lhe levaria a um encontro imediato de primeiro grau com o hidrante mais próximo. No entanto, se por baixo do macacão de corrida você usasse uma camisa tie dye com o símbolo da paz e uma flor no cabelo por baixo do capacete, você podia também simplesmente ignorar a truculência e superar seus oponentes usando apenas a potência de sua moto e suas habilidades de pilotagem, mas, cá entre nós, poucas coisas davam prazer como vir desarmado, encontrar Bose Jefferson pela frente, o negão do mal que sempre tinha uma ripa à tira colo, tomar-lhe a tal ripa na marrada e forçá-lo a encerrar o asfalto com o próprio lombo. Ahhh… os bons tempos! Nem me faça falar de como era gostoso surrar policiais com seus próprios cacetetes!

Além disso, no melhor estilo Rock n’ Roll Racing, Road Rash tinha uma trilha sonora excelente, com músicas de grupos como Soundgarden, Therapy?, Swervedriver e Monster Magnet. No final das contas, Road Rash é um jogo simples, mas é extremamente viciante, é praticamente impossível não pegar o controle para uma partidinha só e se ver babando frente à TV e vibrando a cada bordoada certeira que atinge seu inimigo bem no meio da vista. Road Rash merece um remake, mas um que respeite sua jogabilidade simples, que não invente de inserir muitos salamaleques em sua jogabilidade. Merece um remake em nome de tudo que é sagrado, afinal, todos nós sentimos muita saudade de rasgar em alta velocidade as ruas movimetadas da Cidade ou simplesmente massacrar adversários no asfalto de Napa Valley. EA, por favor, refaça esse jogo. Por favor.

Please.

Amén.

2 – Star Control 2 (3DO)

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Esse lugar, há alguns dias, já pertencia à Battletoads, até que hoje eu sonhei com Star Control 2. Acordei, entrei na internet e fui assistir vídeos do jogo por pura nostalgia. Mas ai eu comecei a me lembrar das centenas de horas que o jogo consumiu da minha adolescência, me lembrei da sua história, que até hoje motiva jogadores a pegá-lo na internet pra explorar aspectos que não conseguiram antes dada a vastidão de possibilidades que o jogo oferece (pra felicidade dos seus fãs, hoje Star Control 2 tem uma versão open source na internet chamada Ur-Quan Masters disponível >aqui<), me lembrei de sua trilha sonora fenomenal (na versão do 3DO), dos dialogos engraçados e bem escritos e, com isso tudo, decidi que ia substituir Battletoads por ele, mas eu sabia que os sapões casca grossa não iam entregar o posto sem uma boa briga, e foi difícil convencer (e até agora não sei se convenci mesmo) o Jaunzim a aceitar a troca.

Pra convencê-lo, tive que mostrar vários vídeos, explicar o que tava acontecendo, contar a história de Star Control 2 (algo muito mais complicado que vocês imaginam), enfim tive de provar por A + B que ele merecia o posto e, quem jogou, pode confirmar, Star Control 2 é um dos melhores jogos já feitos.

No final das contas, esse trabalho para convencer foi bom, pois fui lembrando aspectos do jogo que havia esquecido. Lembrei de como você pode dar updates na sua nave, a liberdade de escolhas que varia do tipo de equipamento que você carrega até o número de tripulantes, lembrei de como era divertido vasculhar planetas procurando por minerais. Aliás, falando dos planetas, são mais de 3000 à sua disposição distribuidos por mais de 500 sistemas solares. Pude lembar das 18 raças de alienígenas que você lida, cada um deles com traços incríveis de personalidade, com uma PROFUNDA história e conexões com os fatos, alguns hostis, outros amigáveis. Lembrei também das mais de 14 naves que você tem que aprender a controlar, dos incontáveis desdobramentos de conversação (todos com atuações de voz, no mínimo, muito boas, no caso do 3DO). Você pode insultar, elogiar, manipular, bajular, persuadir… enfim, como dito, as possibilidades são inúmeras. Enfim, lembrei dos motivos que me fizeram investir horas importantes da minha juventude, muitas horas dessas, em tentar derrotar os Ur-Quan e libertar o povo da Terra.

A história do jogo traz a humanidade excluida da Terra, agora sobre o cotrole de uma raça chamada Ur-Quan (ao longo desse jogo você aprende a temer esse nome e evitar ao máximo encontrá-la pela frente) e cabe a você, oriundo de um planeta à centenas de anos luz, libertá-la de seus opressores. As viagens entre planetas são outro ponto divertido do jogo. Como as distâncias são, quase sempre, imensas, você tem que viajar pelo hiper espaço e a melhor coisa dessa viagem é a música que toca durante suas aventuras por lá, uma das melhores de um jogo repleto de grandes músicas. De planeta em planeta você vai pegando minerais que lhe renderá dinheiro para dar upgrades em sua nave até transformá-la de simples cargueiro inofensivo até uma máquina bem armada que, junto das raças que você convencem a te acompanhar em sua jornada, acaba virando líder de uma frota imponente! Isso tudo sem falar no simples modo de combate multiplayer (local, é claro) que era divertido, simples e viciante!

Enfim, mesmo sabendo que Star Control 2 talvez fosse ser questionado, muitos diriam que outros deveriam estar aqui, resolvi que ele merecia o posto dos Battletoads, principalmente porque Battletoads teve outras versões, grandes versões, por sinal, e que um jogo de estratégia fenomenal como Star Control 2 seria, se tivesse chance de atingir um público mair, certamente reconhecido com o incrível clássico atemporal que realmente é! O time da Crystal Dynamics, responsável por grandes jogos do 3DO como o próprio Gex, Total Eclipse, Crash ‘n Burn e o port de Samurai Shodown, realmente acertou a mão, uma pena hoje em dia prefiram dedicar seu talento aos jogos de qualidade duvidosa da Lara Croft do que em trazer pras novas gerações o que é, facilmente, o melhor jogo que já produziram e um dos melhores já feitos até hoje!

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A lista entrou com certo atraso, mas entrou. Espero que vocês gostem e entendam nossas escolhas! Amanhã voltaremos com o campeão! Aguardem!

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