Top 10: Jogos que não deveriam existir!

9 06 2009

Videogames e jogos eletrônicos em geral foram inventados com uma coisa em mente: faturar alguns trocados em troca de diversão. Nesses mais de 30 anos do negócio, analisando o ponto onde ele está hoje, pode-se dizer que foi uma aposta acertada. Ninguem poderia jamais imaginar que jogos eletrônicos se tornariam algo tão importante na nossa cultura, impregnando até mesmo o cinema, fazendo com que o caminho que antes era Cinema -> Jogos se invertesse e hoje não é nenhuma surpresa o caminho inverso, Jogos -> Cinema.

Porém, ao logo dessas décadas que nos trazem até os dias de hoje, houveram algumas aventuras não tão bem sucedidads. Alguns jogos que derramaram seu sangue em nome de um bem maior, grandes atrocidades em forma de pixels, polígonos e atores digitalizados.

Veja bem, é normal, durante a evolução de qualquer coisa, alguns segredos sujos varridos pra baixo do carpete, esqueletos no armário e todos tem brincadeiras embaraçosas da sua infância que seriam difíceis de explicar hoje (e, não, não estamos falando de vocês que tinham mais intimidade com os coleguinhas do que a maioria das crianças normais). Porém, no caso dos videogames, alguns jogos vieram à existência que são o equivalente eletrônico à coisas como atropelamento e fuga, jogos que deveriam ser abominados, proibidos ou, na melhor das hipóteses, utilizados como forma de tortura.

(porque nem todos os jogos tem personagens... interessantes...)

(porque nem todos os jogos tem personagens... interessantes...)

No entanto, incrivelmente, em um momento ou outro das nossas vidas de jogadores, nós nos forçamos a jogar um ou outro (pra não dizer vários) desses abortos eletrônicos por simples e pura opção. Começamos a jogar um desses “jogos” e nos forçamos a zerar porque temos que superar a máquina a qualquer custo! Pelo menos fica a esperança que nosso sacrifício não tenha sido em vão, esperamos carregar agora em nossos códigos genéticos a sabedoria maior de julgar um jogo atroz apenas olhando para a capa e, numa forma de consciente coletivo, tenhamos armazenado informações valiosas para developers no futuro jamais cometerem o mesmo erro.

Embora tudo isso seja apenas pensamento positivo, uma coisa boa pelo menos saiu de nosso sacrifício, e essa coisa vem a ser nossa lista de Top 10 jogos que jamais deveriam ter sido feitos!

Nenhum sacríficio é em vão! Vamos à ela!

10 – Custer’s Revenge (Atari)

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Abrindo nossa lista temos um jogo onde o carimbo de FAIL é estampado logo de cara, pois se trata de um jogo pornô para Atari 2600, um gênero que bizarramente foi até bastante explorado no console.

Custer’s Revenge foi produzido em 1982 e leva o grande e espetacular mérito de ter inaugurado a lista de títulos pornográficos do console da Atari, afinal, nada como um monte de pixels para excitar os mais desesperados tiozões que buscavam curtir a vida adoidados nos anos 80 antes do advento sagrado para os solitários chamado Internet.

Incrivelmente o fato de trazer este título ao top 10 não se dá por se tratar de um jogo com a finalidade de fazer o jogador apontar o lápis, debulhar a espiga ou zarpar o aerotrem… Mas sim por ter como meta, manter relações sexuais com uma índia amarrada a um poste.

Sim, estamos aí frente a frente com um jogo muito mais polêmico do que qualquer GTA ou Carmageddon, pois é um incentivo direto ao estupro e ao racismo. Em Custer’s Revenge nosso herói, ou melhor, anti-herói, o General Custer deve ser guiado pelo cenário sem calças com sua perceptível ereção, desviando de flechas, com o objetivo de chegar ao outro lado da tela e mandar bronca numa índia indefesa amarrada.

Nem é preciso dizer que o tal joguinho causou revolta generalizada nas mulheres e em grupos de nativos americanos, fazendo com que fosse banido em vários locais e com muitas lojas se recusando a vende-lo. As poucas lojas que ainda continuaram a comercializar o infame jogo, tiveram que esconde-lo atrás do balcão, longe da vista dos clientes.

Hoje em dia seria loucura imaginar um jogo como este sendo lançado e vendido, mas nos anos 80 muita coisa louca rolou por todos os cantos do mundo, tanto na indústria dos jogos quanto na cinematográfica, como aqui no Brasil, onde tivemos “clássicos” como Alucinações Sexuais de um Macaco (estrelando o anão chumbinho, sem esquecer de o Pistoleiro Papaco, outro clássico)… Talvez visando essa mentalidade sem noção da década de 80 seja possível compreender como um jogo como esse, com roteiro de pornochanchada, tenha sido lançado e inspirando fantasias nem um pouco inocentes e aventuras ilícitas com seus joysticks nos jogadores indefesos.

9 – Predator – (NES)

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Ahh, a lembrança de meu primeiro videogame! Momentos sagrados, como quando eu ganhei meu primeiro carrinho de controle remoto, o Pegasus. Lembro do Telejogo do meu tio, do meu primeiro Atari e jogos que ajudaram a moldar (deformar) a pessoa que sou hoje.

E, no meio disso tudo, lembro de Predator (que chamaremos aqui de Predador mesmo). Predador foi um dos primeiros jogos que comprei pro meu Phantom System, antes mesmo de ter meu primeiro NES. Lembro os jogos que tinha: Baby Boomer, Super Pitfall, Captain Comic e… Predador. Veja bem, qualquer criança nos anos 80 era fã de algumas coisas: De Volta Para o Futuro, Férias Frustradas, Comando Delta e Predador. Incrível como todos desses que viraram jogos acabaram como lixo absoluto, manchas na jovem história da diversão eletrônica, motivo de vergonha e embaraço para seus desenvolvedores que, certamente, permanecem virgens até hoje, juntos do Arakem (ah, maldições da década de 80!).

Falando do jogo, bem, é díficil achar algo que não seja completamente idiota, mal feito e irritante sobre Predador, talvez a música seja o único aspecto não infame da aventura amazônica de Schwarzenegger para o NES. Enfim, começando o jogo, surpresa! Sua versão eletrônica de Arnold usa um macacão rosa. Por que diabos alguém usaria um macacão rosa à serviço do exército americano indo se embrenhar na selva amazônica para derrotar um caçador interestelar? Fácil uma das perguntas mais difíceis de se responder já feitas, mas ela piora. Além do macacão Queer Eye, você não tem arma, tem que enfrentar seus inimigos na base do soco. Não que não tenha armas no jogo, você encontra pela tela granadas, metralhadoras e coisas do tipo, que duram apenas até você passar para a próxima fase, mas a questão é: por que? Por que não ter nem que seja um 32 ou um estilingue?

Enfim, a jogabilidade é bastante tosca, simples e você só vai conseguir morrer se fizer questão ou se cair muito sem querer em um buraco. De resto, você pode correr pela tela em seu speedrun cego atropelando inimigos que passará de fase e, quando isso acontece, você volta com sua energia inteira, o que te permite, de novo, sair correndo como um idiota e passar de tela. Volta e meia, ao fim de uma fase, você encontra um Predador que deve derrotar, no entanto, a criatura se comporta muito mais como um acrobata mongoloide do que como um caçador implacável, ele dá piruetinhas e leva chumbo sem maior resistência, morrendo depois de algumas piruetas e, geralmente sem nem tirar seu sangue. Toda essa viagem espacial pra isso?

Entre algumas telas você encontrará pela frente um tipo diferente de jogo chamado Big Mode. Seu Schwarzenegger fica grande, não obedece a gravidade e combate bolhas de sabão. Falando das bolhas de sabão chegamos à um ponto interessante do jogo, os inimigos. Como dito, no Big Mode você enfrenta bolas de sabão e, por mais terríveis que elas possam ser, talvez não sejam tão assustadoras quanto as borboletas. Ou o smiley bizarro. Ou então o escorpião radioativo. O jogo é um festival interplanetário de LAME. É inacreditável como conseguiram transformar um dos monstros mais interessantes e temidos do cinema em um imbecil saltitante. Como transformaram Arnold, o Conan, o Exterminador do Futuro, em um bonequinho imbecil de macacão rosa?

Me lembro de ter investido boas horas nessa porcaria incrível sem mesmo me divertir porque não tinha muita opção já que, dos quatro jogos que eu tinha, um era mega difícil, o outro era um bebê de fraldas e o terceiro tão tenebroso quanto esse e ainda mais difícil. Em nome de tudo que é sagrado, eu rogo que os criadores de Predador jamais tenham feito outro jogo na vida, que eles se mantenham longe da imaginação de crianças e jovens em geral, que eles usem macacões rosa pro resto da vida, pois, só assim Arnold Schwarzenegger estará vingado!

8 – Superman 64 (Nintendo 64)

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Criado em 1938, Superman não exige nenhuma introdução, provavelmente é o super-herói mais famoso a se aventurar pelas histórias em quadrinhos, desenhos animados e telas de cinema, sempre combatendo e vencendo o mal e protegendo a cidade de Metropolis com excelência impar.

No entanto em 1999 nosso herói sofreu um golpe muito pior do que ser preso em um sarcófago de criptonita. Esse golpe se chama Superman 64, um jogo que alguns dizem ter sido produzido pela softhouse francesa Titus, mas em minha opinião foi feito por Lex Luthor nos fundos de uma clínica de aborto. Apenas isso explicaria o nível de ultraje causado por este jogo.

A história já começa sofrível, Lex Luthor, cria uma versão virtual de Metropolis e aprisiona nela Lois Lane, Jimmy Olsen e o professor Emil Hamilton. Para salva-los, Superman deverá… Bem, eu me sinto até constrangido em falar isso, mas… ele deverá voar por dentro de anéis espalhados pelo céu da cidade e destruir carros. Além disso terá de resolver alguns Puzzles tão bem elaborados quanto as tarefas já citadas.

Não contentes com as tarefas ridículas que os desenvolvedores tiveram a cara de pau de colocar no jogo, vale a pena ressaltar a dificuldade RETARDADA para se completar isso tudo. Para qualquer coisa que você vá fazer nesse jogo, há um limite de tempo MUITO restrito.

Os controles seguem o clima do jogo e são PURO lixo, acredito que o Superman neste jogo estava com uma calça jeans por baixo da sua fantasia de super-herói, os movimentos são duros e nosso herói parece um toco de madeira azul e vermelho. Além disso em vários momentos você não terá resposta alguma dos comandos ao apertar algum botão. Sério, lendo isso parece ruim? Pois bem, jogar Superman 64 sem ter um ataque de nervos e destruir tudo ao seu redor é tarefa árdua até mesmo para Mahatma Ghandi.

O som do jogo é algo fora do comum também, claro, no pior sentido possível. A qualidade da trilha sonora seria digna de vômito até mesmo para um jogo de SNES, as musicas são curtíssimas e ficam em um loop irritante. Já as vozes, bem vou só citar um fato, durante o jogo a voz do Superman muda… Provavelmente o primeiro dublador não aguentou ver aonde ele estava colocando sua voz e pediu as contas, e como esperavam que ninguém fosse jogar além da primeira fase, chamaram algum mendigo para terminar as gravações pelo preço de uma coxinha e um refrigerante Convenção.

Sinceramente, sei bem porque o n0153 implorou para que eu fizesse o review dessa porcaria. Após lembrar desse jogo para que pudesse escrever este texto, juro que senti um misto de nojo e raiva, e é simplesmente esse o sentimento de quem joga Superman 64. Não é a toa que foi considerado pelo Guinness Book como o pior jogo de super-herói já feito na história.

Esperamos que vocês não tenham tido o desprazer de jogar nenhum desses jogos, mas, caso você també tenha sofrido com esses desperdícios de matéria prima, clique no botão abaixo e faça seus comentários!


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11 responses

9 06 2009
Ivan

Esse jogo do Superman foi uma decepção ENORME para mim.

9 06 2009
Carlos

Minha nossa… essa dos anéis me fez imaginar que os produtores queriam espremer mais a laranja de Sonic e Star Fox huahuahua!!!
O Dutch de rosa foi a coisa mais gay que eu vi em muito tempo nos games huahuahaua
Ótimos reviews

9 06 2009
Sérgio Henrique

Taqueupariu, já tinha ouvido falar muito neste Custer’s Revenge mas não sabia q era tão engraçado assim…ahsuahsuahusausaaah, o General toma flechada na cabeça e brocha na hora !!!😄
Predator eu tbm tive na época mas não me lembrava q era tão tosco assim…ashuahsuahsuaaah, q bosta !!!
Superman eu achei bem feito q saiu uma bosta…hehehe, meus amigos dcnautas viviam me torrando a paciência q esse seria “o” jogo de super-heróis…ahsuahsuahushauaaah, então chupa !!! ^^
Muito legal mais esse Top, alegrou meu dia (ou noite) !!!
Mas sei não, tô sentindo cheiro de E.T. e Wii Music !!!😄
No aguardo pela parte 2…abração proceis !!! o/

9 06 2009
Symn

SMAN 64 tinha que estar em primeiro!!!

huiaHAUIAhuiH

10 06 2009
Berônio

HUAHUAEHU
Tou vendo em atraso, mas é incrível, eu acho que vou ter jogado pelo menos 1 de cada “parte” da lista.

Nesse aí foi o Superman, e o Custer’s num emulador que eu tinha no PSOne.. na verdade um cd com “um milhão de jogos”, e eram todos de NES, Atari e derivado.

Essa lista tá boa demais!

10 06 2009
J Secrets

Boa!!
Mas por favor, façam um edit no post do Superman!
Eu, que adoro desafios(mesmo), acredito que sou um dos poucos guerreiros no planeta que chegou ao “final” de Superman 64. Imagine um bom par de horas frustrantes, muito palavrão e nervoso… até que, pasmem, o nervoso chegou ao limite quando percebi que o jogo simplesmente não tem fim.

É impossível derrotar o último chefe! Não o impossível por dificuldade exagerada, e sim porque o cartucho tem algum bug onde o game simplesmente não responde ali… e você vai morrendo todas as vidas e vendo que o game segue e segue travando no mesmo ponto! Argh!! Merecia estar no podium, em terceiro lugar!

10 06 2009
jaunzim

cara, eu já vi o final do superman, então tem fim sim…
Não, nunca joguei essa merda inteira, mas no youtube tem o final dessa MERDA… HAIUEHAEIUHAE… algum masoquista terminou…

abraços a todos que comentam no blog =D

10 06 2009
J Secrets

Tá doido! Devem ter feito o final com emulador! O jogo trava, e é bug conhecido! Vou repetir a façanha, chegar até o final de novo e filmar pra você ver o bicho travando enroscado no cenário!

kkkk mentira! até parece! hauehauehuaehaueh

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